Aos 25 dias do mês de dezembro de cada ano, comemora-se o Natal.
Mas, o que é mesmo o Natal?
Natal é o aniversário de nascimento do menino Jesus. O filho de Deus enviado à Terra há mais de dois mil anos – Jesus Cristo, o Salvador. É, portanto, uma festa cristã.
Todo o resto é pretexto. Para beber e comer muito; para gastar mais do que pode e pedir mais do que merece. Pretexto para não trabalhar e para justificar dificuldades financeiras. O verdadeiro significado do Natal está tão esquecido que é comemorado por pessoas não cristãs, e até mesmo por ateus. Poucos ainda montam presépios em casa. Alguns lugares públicos, como shopping centers, exibem um pequeno presépio, contra mais de cinquenta papais noeis, que cantam, dançam e distribuem bons conselhos junto com balas e pirulitos.
O grande personagem é o Papai Noel, e as crianças são presenteadas sem nem saber por quê. Como ninguém mais explica aos pequenos quem é o homenageado da festa, eles acreditam serem eles mesmos. Em raras famílias é feita uma oração durante a ceia, e poucas mencionam a verdadeira razão de estarem ali reunidos. Mesmo assim, ainda é uma festa de confraternização. Pretexto para estar junto de quem se ama, presentear quem nos ajudou a passar as dificuldades e alegrias de mais um ano. Dar carinho à família e aos amigos.
Nem tudo está perdido!
E, já que tantas coisas estão se modificando nas comemorações natalinas dos últimos tempos, não seria hora de facilitar a vida do bom velhinho? Podemos recriar o nosso Papai Noel, com estilo próprio. Afinal, não estamos no Pólo Norte, nem passamos o Natal num clima de inverno. Além do que o aquecimento da Terra é uma realidade mundial. Comecemos, então, por trocar as botas por sandálias havaianas – tão populares dentro e fora do país. Até a Brigada Militar trabalha de sandálias no verão.
Bermuda vermelha e camiseta listrada tem tudo a ver com o estilo descontraído dos trópicos. Ao invés do gorro, um boné para proteger do sol. Mas, defendo que se mantenha a barba branca e uns quilinhos a mais, o que lhe confere autoridade e desperta a confiança das crianças.
O menino, sim, deixemos que permaneça inalterado na manjedoura, à espera do ouro, da mirra e do incenso. Enquanto ele cresce, preparamo-nos para a farta distribuição de ovos de chocolate, trazidos por um coelho na Páscoa.
Mas, o que é mesmo a Páscoa?
Imagem gerada por I.A.
